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Harmonia Terrae - O canto secreto da Terra

  • carlospessegatti
  • 28 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 6 de abr. de 2025



Entre as camadas da crosta terrestre, nas ondas que se dissipam pelo vento e no pulso invisível das marés, a Terra canta. Seu canto não é audível para ouvidos distraídos, mas ressoa no coração de quem se abre para ouvi-la. Harmonia Terræ, a sétima faixa do álbum Echoes of Gaia, é uma invocação a essa sinfonia ancestral, um tributo às vibrações profundas que emanam do solo, das florestas, dos oceanos e do próprio núcleo do planeta.


A Terra não é um corpo inerte, mas um organismo vivo. Seus ritmos naturais — as frequências da ressonância Schumann, o sussurro eletromagnético das tempestades solares, os batimentos dos vulcões adormecidos — revelam um padrão harmonioso, uma música oculta que nos envolve e nos convida a sintonizar com ela.


As Harmonias da Mãe Terra: O Que Elas Nos Dizem?


A linguagem da Terra se expressa através de frequências que podemos sentir, mesmo sem perceber. Quando o vento percorre os vales, ele transporta harmonias que já ecoavam nos tempos antigos. O som das águas em movimento — dos riachos serpenteando pelas pedras às ondas quebrando nas falésias — carrega memórias da origem da vida. O borbulhar da lava no subsolo e os trovões que rasgam o céu noturno são notas de uma melodia primal, lembrando-nos que a criação e a destruição são partes de um mesmo ciclo.


Mas essas harmonias da Terra não são apenas registros naturais. Elas falam. Elas pedem escuta, anunciam transformações. O planeta pulsa com ritmos que refletem nossa própria inquietação. Quando a harmonia se rompe — no desmatamento, na poluição, no desequilíbrio climático —, sua música se torna dissonante, como um aviso de que algo precisa ser restaurado.


O Chamado para a Sintonização


A música Harmonia Terræ é um convite para nos alinharmos a esse canto secreto da Terra. Ela propõe uma escuta profunda, uma fusão entre o humano e o planetário. Seu timbre se conecta às frequências naturais da Terra, evocando sonoridades que lembram as flautas dos ventos, os tambores dos trovões e os drones das cavernas subterrâneas.


O que a Mãe Terra deseja nos dizer? Talvez que somos parte do seu grande cântico, que nossa existência está entrelaçada às vibrações desse planeta vivo. Se ouvirmos com atenção, talvez possamos encontrar o equilíbrio perdido, restaurar a harmonia, e finalmente, ressoar junto com a Terra em sua eterna melodia.



Lyrics One - Ancient Language

                                                     

"Anarion tul esh'kai, lumena voran solis eth miran tauros."

O filho da luz ergue-se, iluminado pelo sol eterno sobre as terras sagradas.


"Serath olmin doraqu, eska moriel varon thei."

O espírito dos antigos murmura, entrelaçado às sombras do tempo.


"Elenar feyram osh'ta, luthien saqar omnir." 

As estrelas cantam em silêncio, enquanto a lua dança no véu celestial.


"Darun eshtara kalos in'via toren seraphai."

Os ventos sussurram segredos nas asas dos serafins errantes.


"Vashir omnei toraqu luthas, silmen aeth norion quera."

Na corrente do destino, fluem as águas da memória oculta.


"Arphos telu'kai ormir eth'lan terra." 

As raízes do mundo ecoam no coração da terra ancestral.


"Nomin esh kalvaria, duan feras morin arion." 

Os portais da aurora se abrem, e o guardião da noite desperta.


"Ril'quenar torin ar'ka, lunor veshtar iomenai."

Sob o céu infinito, as sombras e a luz entrelaçam-se em dança eterna.


"Osh'ka lumir doras qen, varan telum auris qorel." 

As marés do tempo chamam, guiando os viajantes através do éter.


"Taurien firion sol'ma, eshta velkor amnis rha." 

Os pilares do firmamento sustentam a harmonia que ecoa na alma do universo.



Lyrics Two


In principio erat sonus.

Primus motus, semen temporis,

Resonans in fundamentis creationis,

Texens saltationem invisibilem sphaerarum.


Sumus filii silentii et pulsus,

Particulae in orbibus immemorabilibus,

Spiritum maris haurimus,

Sumus carmen venti in lapidibus.


O Terra, mater rhythmorum et fluentis,

Cor tuum resonat in ictu aquarum,

In ardore stellarum oblitarum,

In voce abscondita fulminum longinquo.

Audite, o animae errantes,


Vocem profundam harmoniae,

Quae sidera et radices iungit,

Sanguinem et undas,

Caelum et pulsationem cordium nostrorum.


Ascendat vox nostra in aethera,

Ut canticum unitatis et reverentiae,

Ut simus echos ordinis sacri,

Viva fragmenta soni infiniti.


Tradução


No princípio, havia o som.

Vibração primeira, semente do tempo,

Ecoando nos alicerces da criação,

Tecendo a dança invisível das esferas.


Somos filhos do silêncio e do pulso,

Partículas em órbitas imemoriais,

Respiramos o alento das marés,

Somos o canto do vento nas pedras.


Oh Terra, mãe do ritmo e do fluxo,

Teu coração ressoa no bater das águas,

No incêndio das estrelas esquecidas,

Na voz oculta dos trovões distantes.

Escutai, ó almas errantes,


O chamado profundo da harmonia,

Que une os astros e as raízes,

O sangue e as marés,

O céu e a pulsação dos nossos corações.


Que nossa voz se eleve ao éter,

Como um cântico de unidade e reverência,

Que sejamos ecos da ordem sagrada,

Fragmentos vivos do infinito som.






 
 
 

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