Steve Howe: A Jornada Solo do Mago das Seis Cordas
- carlospessegatti
- 26 de mar. de 2025
- 4 min de leitura

Explorando Beginnings, Turbulence, Not Necessarily Acoustic, Natural Timbre e Time
Steve Howe é um dos guitarristas mais inovadores do rock progressivo. Sua habilidade técnica, versatilidade e abordagem única o transformaram em um dos pilares do Yes, além de contribuir para bandas como Asia e GTR. Mas, além do trabalho com grupos icônicos, Howe também construiu uma sólida carreira solo, na qual explorou diferentes estilos, desde o rock progressivo até a música erudita e o folk acústico.
Neste post, vamos analisar cinco álbuns marcantes de sua discografia: Beginnings (1975), Turbulence (1991), Not Necessarily Acoustic (1994), Natural Timbre (2001) e Time (2011). Além disso, traremos um panorama completo de todos os seus álbuns solo.
1. Beginnings (1975) – A Estreia Solo
Lançado em 1975, durante um hiato do Yes, Beginnings foi o primeiro passo de Steve Howe como artista solo. O álbum mostra um músico explorando sua própria voz, tanto instrumentalmente quanto literalmente, já que ele assume os vocais – um dos aspectos mais discutidos do disco. Embora sua performance vocal não seja seu ponto forte, a instrumentação traz a assinatura única de Howe, combinando rock progressivo, folk e jazz.
Faixa a faixa:
"Doors of Sleep" – Uma introdução etérea e melódica com guitarras acústicas e elétricas em camadas.
"Australia" – Um folk progressivo com belos arranjos de violão e um groove descontraído.
"The Nature of the Sea" – Atmosférico e delicado, destacando seu trabalho acústico e transições harmônicas.
"Lost Symphony" – Uma das faixas mais animadas do álbum, com metais e um groove swingado.
"Beginnings" – Uma peça instrumental com dedilhados intrincados e melodias memoráveis.
"Will O' the Wisp" – Uma composição folk que traz uma leveza encantadora.
"Ram" – Um dos grandes momentos instrumentais, onde Howe brilha com sua guitarra elétrica.
"Pleasure Stole the Night" – Uma balada que, embora não seja o ponto alto do disco, tem uma instrumentação rica.
"Break Away from It All" – Encerra o álbum de forma vibrante, com uma pegada mais rock.
Apesar de algumas críticas às suas habilidades vocais, Beginnings mostra um Steve Howe inspirado e livre para explorar suas influências musicais.
2. Turbulence (1991) – Virtuosismo Instrumental
Diferente de Beginnings, Turbulence é um álbum totalmente instrumental, lançado em 1991. Aqui, Howe entrega um trabalho coeso e repleto de passagens técnicas, explorando sua habilidade como compositor e arranjador.
Faixa a faixa:
"Turbulence" – A faixa-título abre o disco com energia, misturando guitarras rápidas e dinâmicas.
"Hint Hint" – Um jazz fusion sofisticado, com frases de guitarra complexas.
"Running the Human Race" – Uma peça densa e progressiva, com mudanças de tempo intrigantes.
"The Inner Battle" – Traz uma abordagem dramática, destacando a técnica expressiva de Howe.
"Novalis" – Uma peça introspectiva e melódica, inspirada pelo poeta alemão Friedrich Novalis.
"Fine Line" – Leve e acessível, com um groove suave.
"Sensitive Chaos" – Uma das faixas mais experimentais, cheia de nuances sonoras.
"Corkscrew" – Howe em sua essência acústica, com um belíssimo dedilhado.
"While Rome’s Burning" – Uma das faixas mais enérgicas, misturando rock e elementos progressivos.
"From a Place Where Time Runs Slow" – Um encerramento melancólico e atmosférico.
O álbum Turbulence mostra Howe completamente à vontade em sua linguagem instrumental, combinando rock progressivo, jazz e música clássica com maestria.
3. Not Necessarily Acoustic (1994) – O Virtuoso no Palco
Este álbum ao vivo lançado em 1994 traz Steve Howe sozinho no palco, interpretando músicas de sua carreira com um enfoque acústico. Diferente dos anteriores, não há necessidade de uma análise faixa a faixa, pois o disco funciona como uma coletânea de performances de Howe, mostrando sua impressionante técnica em um formato intimista.
Destaques incluem versões acústicas de clássicos do Yes e Asia, além de interpretações brilhantes de suas composições solo.
4. Natural Timbre (2001) – A Beleza do Acústico
Neste álbum, Steve Howe se concentra exclusivamente em instrumentos acústicos, explorando sua paixão pelo folk e pela música clássica. Sem o uso de guitarras elétricas, ele constrói paisagens sonoras delicadas e envolventes.
Destaques:
"Distant Seas" – Uma peça instrumental belíssima, com dedilhados elaborados.
"Intersection Blues" – Um blues estilizado, mostrando sua versatilidade.
"Golden Years" – Melodias suaves e evocativas, remetendo ao Yes.
Natural Timbre revela uma faceta mais introspectiva de Howe, enfatizando sua habilidade na criação de texturas acústicas envolventes.
5. Time (2011) – A Atmosfera Orquestral
Lançado em 2011, Time é um álbum diferenciado na discografia de Steve Howe, pois traz arranjos orquestrais e um enfoque cinematográfico. O disco é uma colaboração com o compositor Paul K. Joyce e apresenta uma abordagem neoclássica, trazendo composições ricas e sofisticadas.
Destaques:
"Orange" – Uma peça vibrante com harmonias exuberantes.
"The Explorer" – Um som cinematográfico que evoca imagens de grandes paisagens.
"Hour of Need" – Melodia profunda e emotiva, com uma atmosfera etérea.
Com Time, Steve Howe mergulha em um universo mais sinfônico, criando um álbum que dialoga com a música erudita e trilhas sonoras.
Discografia Solo de Steve Howe
Além dos álbuns citados, Steve Howe lançou uma série de trabalhos solo ao longo das décadas. Aqui está um panorama completo:
Beginnings (1975)
The Steve Howe Album (1979)
Turbulence (1991)
The Grand Scheme of Things (1993)
Quantum Guitar (1998)
Portraits of Bob Dylan (1999)
Homebrew (1996)
Homebrew 2 (2000)
Natural Timbre (2001)
Skyline (2002)
Elements (2003)
Spectrum (2005)
Motif Volume 1 (2008)
Time (2011)
Love Is (2020)
Luna: The Best of Steve Howe (compilação, 2003)
Além disso, Howe lançou diversas coletâneas e álbuns ao vivo, além da série Homebrew, que traz gravações caseiras e rascunhos musicais de sua carreira.
A carreira solo de Steve Howe reflete sua incrível versatilidade e criatividade. Desde a experimentação de Beginnings, passando pela precisão instrumental de Turbulence e chegando ao formato ao vivo em Not Necessarily Acoustic, cada álbum mostra uma faceta diferente do guitarrista.
Seja em seus projetos solos ou como membro do Yes, Asia e outros grupos, Howe continua sendo uma referência incontestável no mundo da guitarra.
Musicas
Doors of Sleep
Turbulence
Distant Seas
Cantata No. 140 (Wacjet Auf)



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