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Thingified World - Birth of The Object

  • carlospessegatti
  • 28 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de abr. de 2025




Hoje apresento a vocês Birth of the Object, a primeira faixa do meu novo álbum The Thingified World.


Essa música é como um soco no estômago: ela marca o nascimento de um ser novo — mas não é um nascimento cheio de luz ou esperança. É o surgimento de uma criatura moldada por um mundo distópico, onde as relações humanas foram transformadas em coisas, em mercadorias.


Este ser nasce já sem brilho, sem alma, sem vida — objetificado. Ele vive voltado para si mesmo, incapaz de enxergar o outro como um semelhante.


Num tempo em que as pessoas passaram a se ver como empresas, o outro se tornou apenas um concorrente, uma ameaça a ser eliminada.


Birth of the Object é o som cru e profundo deste nascimento sombrio. Bem-vindos ao começo de  The Thingified World.



Birth of the Object

(Nascimento do Objeto)


No silêncio primordial, antes da linguagem e do gesto, pulsa o corpo em sua matriz líquida. O universo ainda é útero.


Mas algo rompe.


É o instante em que o humano — ainda não inteiramente humano — começa a se perceber não mais como sujeito criador, mas como engrenagem perceptiva de um mundo já maquínico. A consciência não nasce; ela se fragmenta.


"Birth of the Object" é a trilha sonora desse limiar: uma travessia entre o orgânico pulsante e o vidro frio da funcionalidade. Sons amnióticos ecoam como memórias celulares de um tempo em que o ser era apenas ser — não peça.


As texturas iniciais gotejam como sinapses líquidas, feitas de reverbs sussurrantes e subgraves que se movem como fluidos intrauterinos.


Então, surgem os ruídos: delicados, mas invasivos — como os primeiros algoritmos sociais que colonizam o corpo. Granulações de vidro quebrado, timbres de biossensores, e drones que se comportam como respirações mecanizadas preenchem o espaço.


Neste som, a “coisa” é parida. E com ela, nasce também a era do ser-ferramenta.


Do ser-conectado.

Do ser-espetáculo.

Do ser-rede.

Do ser-objeto.

Não há nascimento sem dor.

E não há dor sem beleza.


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Assista à entrevista do lançamento desta música inaugural deste novo álbum




Faça agora um mergulho nesta primeira faixa que abre The Thingified World





 
 
 

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