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O que é a Vida? A vida na visão dos pensadores ao longo da história

  • carlospessegatti
  • 28 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura


Dostoiévski: É o inferno.

Para Dostoiévski, a vida era uma batalha com as partes mais escuras da alma humana - um crucible de sofrimento onde confrontamos nossos medos e desejos mais profundos.


Sócrates: É um teste.

A vida é o último exame da virtude, sabedoria e verdade. Para Sócrates, não vale a pena viver uma vida não examinada.


Aristóteles: É a mente.

A vida é a busca pelo conhecimento e pela razão - uma jornada para compreender o mundo através da lógica, ética e metafísica.


Nietzsche: É poder.

A vida é a vontade de poder - uma luta pela auto-superação e domínio das circunstâncias, rejeitando a complacência e abraçando o crescimento.


Freud: É morte.

Freud viu a vida como uma tensão entre o instinto de vida (Eros) e o instinto de morte (Thanatos) - um impulso constante em direção à criação e destruição.


É a ideia.

Para Marx, a vida é moldada pelas condições materiais e pelas ideologias que surgem delas - uma luta para criar um mundo de igualdade e justiça.


Picasso: É arte.

A vida é criação - uma tela para pintar nossas paixões, emoções e sonhos, moldadada pela imaginação e expressão.


Gandhi: É amor.

Gandhi acreditava que a vida está enraizada na não-violência, compaixão e amor universal - uma jornada em direção à paz e ao serviço altruísta.


Schopenhauer: É sofrimento.

Para Schopenhauer, a vida é um esforço incessante que inevitavelmente leva à dor e à insatisfação, temperada apenas por momentos de beleza e arte.


Bertrand Russell: É competição.

A vida é moldada por desejos e ambições humanos - um ato de equilíbrio entre interesse próprio e progresso coletivo.


Steve Jobs: É fé.

A vida é confiar no processo - correr riscos e seguir a intuição, mesmo quando o caminho à frente é incerto.


Einstein: É conhecimento.

Einstein via a vida como uma busca para compreender os mistérios do universo, impulsionada pela curiosidade e espanto.


Stephen Hawking: É esperança.

A vida é perseverança diante da adversidade - uma crença no futuro e o poder da engenhosidade humana.


Kafka: É apenas o começo.

A vida é surreal e enigmática, muitas vezes absurda, mas sempre abrindo portas para transformação e possibilidade.


Camus: É a rebelião.

A vida é encontrar sentido em um universo sem sentido, desafiando o absurdo com coragem e paixão.


Thoreau: É simplicidade.

A vida é tirar o desnecessário - abraçar a natureza e viver deliberadamente.


Rumi: É uma dança.

A vida é uma jornada espiritual - um ritmo de amor e conexão divina tecido em cada momento.


Kierkegaard: É um salto de fé.

A vida exige abraçar a incerteza e dar passos corajosos fundamentados na crença e na autenticidade.


Epicuro: É prazer.

A vida é sobre maximizar prazeres simples e duradouros enquanto minimiza dores desnecessárias.


Laozi: É harmonia.

A vida flui como a água - sem esforço e alinhada com a ordem natural do universo.


Confúcio: É virtude.

A vida é cumprir papéis com integridade, respeito e compromisso com a comunidade e a família.


Carl Jung: É individuação.

A vida é integrar o consciente e o inconsciente - tornando-se inteiro e autêntico.


Alan Watts: É um jogo.

A vida é para ser experimentada e brincada com maravilhas - não levada muito a sério.


Victor Frankl: É um significado.

A vida é encontrar propósito, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, através do amor e do serviço.


Simone de Beauvoir: É liberdade.

A vida é o poder de se definir e rejeitar os papéis impostos pela sociedade.


Heráclito: É mudança.

A vida é um fluxo constante - um rio em que pisamos uma vez antes de fluir de novo.


Hegel: É progresso.

A vida é um processo dialético, avançando através da contradição e resolução em direção a uma maior compreensão.


Thomas Hobbes: é sobrevivência.*

A vida no seu estado natural é "nojenta, brutal e curta", exigindo que os sistemas mantenham a ordem.


Rousseau: É liberdade na natureza.

A vida é mais autêntica quando voltamos ao nosso estado natural, livres da corrupção social.


Marco Aurélio: É aceitação.

A vida é abraçar o momento presente com determinação estoica, guiada pela razão e pela virtude.


Sêneca: É preparação para a morte.

A vida não é sobre a sua duração, mas sim a sua qualidade - ensinando-nos a viver bem e a deixar ir graciosamente.


Qual destas visões sobre a vida ressoa mais contigo, e porquê? 




* "É sobrevivência. A vida no seu estado natural é 'nojenta, brutal e curta', exigindo que os sistemas mantenham a ordem."...



Esta frase faz uma referência direta a uma famosa formulação do filósofo Thomas Hobbes, contida em sua obra Leviatã (1651). A parte entre aspas — "nojenta, brutal e curta" (originalmente "nasty, brutish, and short") — é uma das mais citadas da filosofia política moderna. Hobbes escreveu:

“...the life of man [in the state of nature] is solitary, poor, nasty, brutish, and short.”


Ou seja, no estado de natureza, onde não há leis ou autoridade comum, os seres humanos viveriam em constante conflito, guiados por seus próprios interesses e instintos de sobrevivência. Essa condição levaria à guerra de "todos contra todos" (bellum omnium contra omnes), o que, para Hobbes, justificaria a criação de um Estado soberano forte, o Leviatã, para garantir a ordem e a paz social.


 
 
 

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