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Quando deixamos de ser úteis - Kafka, Becker e a vergonha de existir
Em A Metamorfose, Kafka transforma a figura de Gregor Samsa em uma perturbadora reflexão sobre o valor humano. O que acontece quando deixamos de trabalhar, produzir e ser úteis? Depois de Becker perguntar “Quem é você quando o trabalho desaparece?”, Kafka aprofunda a questão: “Quem você acredita ser quando já não consegue ser útil?” Uma reflexão sobre identidade, produtividade, vergonha e o medo de se tornar descartável.
carlospessegatti
25 de set.6 min de leitura


O Lobo Algorítmico - Capítulo XIX - A Música Invisível
Depois de desligar-se do ruído das redes, Henrique volta a compor — não para ser ouvido, mas para escutar. Na música, descobre um território que o algoritmo não consegue prever: aquilo que ainda não foi criado.
carlospessegatti
7 de set.4 min de leitura


Brás Cubas: o homem que compreendeu tudo quando já não havia mais tempo para viver
Há um gesto extraordinário no início de Memórias Póstumas de Brás Cubas. Machado de Assis não escolhe um herói, um sábio ou um vencedor para contar a história. Escolhe um morto. À primeira vista, parece apenas uma ousadia narrativa. Mas talvez seja muito mais do que isso. Brás Cubas só consegue narrar a própria existência quando a existência já não pode modificá-lo. A morte lhe concede um privilégio que a vida nunca ofereceu: o da absoluta imunidade. Nada mais pode feri-lo, s
carlospessegatti
15 de jul.4 min de leitura


O Grande Inquisidor: A Tragédia da Liberdade Humana
O episódio do Grande Inquisidor está presente no romance Os Irmãos Karamázov do escritor russo Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski. Trata-se de um dos capítulos mais célebres da literatura mundial e aparece no Livro V, no poema filosófico narrado por Ivan Karamázov a seu irmão Aliócha. O capítulo, conhecido como "O Grande Inquisidor", é frequentemente considerado uma das reflexões mais profundas já escritas sobre liberdade, religião, poder, sofrimento humano e a própria condição
carlospessegatti
24 de jun.4 min de leitura


Almas Mortas e a Mercantilização da Vida: Gogol e a Degradação Moral do Capitalismo Contemporâneo
Quando o escritor russo Nikolai Gogol publicou Almas Mortas, em 1842, seu objetivo imediato era satirizar a Rússia czarista, seus proprietários rurais, seus burocratas e a corrupção disseminada pelo sistema de servidão. Entretanto, a obra ultrapassou seu próprio tempo e acabou se transformando em uma das mais poderosas críticas da desumanização social já produzidas pela literatura. Hoje, quase dois séculos depois, Almas Mortas continua assustadoramente atual. A mercantilizaçã
carlospessegatti
23 de jun.4 min de leitura
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